quinta-feira, 1 de maio de 2008

Preconceito de classe social

Rio, 01 de maio de 2008.

Desde pequena uma amiga minha sempre estudou em escolas públicas, sempre teve uma vida difícil, foi mãe aos desessete anos mas não desistiu dos estudos pois tinha como meta chegar à univesidade. No ano de 2006 ela conseguiu, através do sistema de cotas e do PROUNI, uma bolsa de 100% para cursar direito na PUC (pontifícia universidade católica), que é uma das mais conceituadas universidades particulares do Brasil. Até o momento é uma perfeita história de superação mas toda história feliz tem um pedaço triste...
De acordo com seu próprio relato, quando estava na PUC com todos se conhecendo, trocando ídeias, enfim como todo novo grupo de estudo nada anormal. Por se tratar de universidade particular a maioria dos alunos tinham um poder aquisitivo muito grande para bancar os cursos caríssimos que a universidade oferecia, mas alguns eram bolsistas como minha amiga. Ao tomar conhecimento disso muitos alunos começaram a ignorá-la ou a fazer comentários do tipo: - Olha! A pobretona é inteligente mesmo conseguiu a bolsa de 100% ou - Se essa ai conseguiu qualquer um canseguiria, esqueceu que ela é pobre.
Minha amiga me confessou que nunca viveu uma forma de preconceito tão cruel como acontecera na faculdade.
Mas é claro que em meio a tantas pessoas preconceituosas e medíocres, existem pessoas inteligentes que se deixam levar por esta praga de preconceito.
Segundo ela são poucos os que realmente são seus amigos lá, e por ajuda deles e com sua força de vontade que ela não desiste desse sonho. que irá se concretizar no dia de sua formatura. ELA é uma vencedora, vc também pode ser, é só não desistir.

Relato de Simone Brito, Aluna do Colégio Rodrigo Otávio, turma 3003.

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